7 de jun de 2012

O Primeiro Encontro (Parte II)






Eu parei alguns segundos tempos – foi assim que eu enxerguei – quis de fato entender o que ele quis dizer com aquilo, embora fosse tão obvio quanto o semblante que ele resolveu esconder ao abaixar a cabeça, mas ele se esqueceu da tal da química – essa se espalhou pelos ares e adentrou as minhas narinas e por isso fiquei a questionar o que fora aquilo – então eu cortei todo o momento com minha rispidez e disse: Vamos ao trabalho? O que você precisa que eu vista? Maquiagem? – Não! Por primeiro momento assim como você está é perfeito! – Respondeu ele – Mas como, tem certeza? – Perguntei decepcionada, esperava uma produção e então me dei por conta de que não havia uma equipe, era apenas eu e Asher.

Vamos fazer o seguinte como você está vestida sem o uniforme de bailarina, vamos fotografar você alongando-se – Sugeriu Asher e eu assenti com a cabeça dirigindo-me até a barra de ferro que dava visão para rua, então percebi que faltava algo para que tudo se iniciasse, na verdade eu precisa de um estimulo, então percebi era a musica – e quando o assunto é esse sou inteiramente incomum em comparação com outras bailarinas, normalmente você veria uma bailarina escutando musica clássica, mas eu não! Eu prefiro a musica da cidade, as batidas e o ritmo, eu prefiro rithms and blues – fui em direção ao pequeno aparelho de som na outra extremidade da sala próxima a porta de entrada, por onde tudo começou - logo percebi que o menino estava me olhando e muito, pensei comigo ele nunca vai me ter, embora seja charmoso, mas que futuro poderia me dar – apertei play a musica instrumental de Halo iniciou-se, movimentei o pescoço e ouvi o primeiro clicar da câmera e tudo começou. Foi um ensaio perfeito, o resultado estava sendo surpreendente. Esperava muitas risadas e descontração durante o ensaio, mas estávamos muitos tensos. De alongamento fui efetivamente a passos base de ballet, não nego que a precisão dos passos unidos a um semblante sereno tornam o ballet algo sedutor e percebi que Asher estava deixando-se seduzir, mas sem perceber a concentração de Asher, em mim ou no trabalho, estava deixando-me concentradamente seduzida por ele:  olhos castanhos são charmes, pele transpirando perfume cedro, camisa com xadrez grande, mãos precisa; foi um jogo de sedução. Então como decidir o fim de tudo, se ele e eu estávamos não conseguíamos controlar o instinto, foram quase três horas de ensaio e a exaustão e o frio logo decidiram o fim. Estou cansada – lancei para ele com um ar de decepção. É! Também estou, mas foi ótimo! – Ele disse analisando a câmera com o rosto corado. Fiz de propósito: cheguei até ele e bem próximo analisei a foto que estava na câmera e num piscar de olhos eu fiquei extasiada, quase nem percebi que as narinas de Asher quase grudaram em meu pescoço  - Nossa! Que perfume cheiroso! – Ele lançou ao perceber que meus olhos ríspidos o questionavam sobre o que estavam acontecendo – Ah sim! Eu gosto de perfumes doces. Ganhei. Bem acho que vou para casa acredito que seja tarde – verifiquei que já era absurdamente tarde, pois eram 02h15 da madrugada – Moço! Eu preciso mesmo ir, está muito tarde e amanhã tenho aulas cedo aqui. – Bem eu te acompanho até sua casa, afinal eu causei esse transtorno – Não, imagina! Sou meio grande para isso! – Eu insisto vou me sentir menos culpado – Pelo que!? Afinal você não pagou pelo trabalho! – Bem, seja como queira! – Estávamos descendo até o térreo, quando cai nos últimos degraus da escada – Bosta! Detesto escuro e escadas! – Quer ajuda! Disse ele já abaixado e com as mãos preparadas. Levantei, mas no entanto não consegui fixar o pé esquerdo no chão – Acho que vou ter que te levar! – É acho que estamos juntos! Mas chame um taxi e ele me deixa na porta de casa! – Bem, não quero ser pessimista, mas a rua mais próxima que taxistas passam está há alguns quarteirões e você não vai aguentar ficar de uma perna só por tanto tempo, então porque não vamos hoje no carro que estou! – Ah! Pode ser! – Disse decepcionada e sem pensar.





28 de mai de 2012

Primeiro Encontro


Você pode decidir sua vida, você decide viver, você decide sofrer, você decide! Embora muitas vezes façamos escolhas sem pensar como serão as consequências, mas nós sempre decidimos. E bem eu decidi amar Asher, desde que ele sequestrou meu coração de pedra e me deu o dele – e eu admirei aquele reluzente coração – eu escolhi unicamente dedicar-me aos mistérios de Asher Alef. Eu me lembro do nosso primeiro encontro, que não foi como os de histórias antigas e nem modernas, foi real e inimaginável.
Acordamos todos os dias e por mais que sejamos permeáveis a expectativas, geralmente, não esperamos mudanças que mudem o eixo de sua vida. Foi um dia comum: levantar-se, comer, metrô, café, multidão, música, sapatilha, laço, colan. Eu estava no ensaio individual para o espetáculo que estava por criar – eu estava péssima – pois precisava ser criativa e produzir algo, uma vez que já se fazia meses em que não conseguia elaborar uma sequencia de passos, tudo era tão clichê – e se for para dançar uma cópia prefiro largar minha carreira de bailarina – estava tão assombrada que não podia ser simpática nem com uma criança, então acabei por não dar minhas aulas.
Dizem que Agosto é um mês de bagunça, deve ser porque parece estar tão perto do fim do ano, mas na verdade fica conectada a rotina. E o que esperar de surpreendente no meio da bagunça de Nova Iorque; são tantas pessoas para serem escolhidas. É quase um milagre se agraciada com uma oportunidade de tornar-se diferente, aqui tudo é tão cruel: as escolhas e consequências te perseguem a cada momento. Embora, não seja renomada, devo sentir-me grata por não ter decidido uma carreira ao qual eu contasse as horas diárias para voltar pra casa. Eu gosto de fazer meus ensaios individuais pela noite, me sinto inspirada quando me deparo com uma parte da Cidade de Nova Iorque que fica tão singular nesta relação apaixonante entre: as luzes e a noite, entre o vazio e a multidão, entre os indivíduos e os casais; é uma cidade tão contraditória.
Estava concentrada no alongamento que fazia, quando escutei um barulho, mas a musica do fone e minha concentração não permitiram que fosse conferir de imediato. Então um sequencia de batidas na porta me retirou da concentração e da música, levantei-me e me dirigi até a porta; onde um pouco insatisfeita perguntei: Quem é? – pude notar o ofegar e as escolhas das palavras – e quando estava pronta a perguntar novamente ouvi uma voz – É a indicação de Britany Rose. Questionei-me a respeito, pois eram nove horas da noite, um homem bate a porta e comicamente lança esta de ter sido mandado pela minha professora e patroa; então perguntei: O que você quer a esta hora da noite? – enquanto caminhava até minha bolsa que estava próxima a barra de ferro, aumentava o tom de voz para tentar disfarçar meu distanciar. Ele então respondeu rapidamente: meu nome é Asher e vim conversar sobre um trabalho que tenho que fazer e não se preocupe eu irei pagar? – O tom irônico não me transmitia medo, mas pelo meu medo natural conclui minha ação e peguei meu spray de pimenta, assim qualquer coisa poderia espirrar no olho do engraçadinho e correr, enquanto retornava para junto da porta e perguntava, agora diminuindo o tom da voz: Mas que trabalho é esse? – Ele insistiu em ser irônico e misterioso e disse abra a porta e verá. Bem eu naturalmente não abriria a porta, mas a questão era que ela estava aberta e seu eu tentasse fecha-la ele poderia abri-la antes que eu a fechasse, então matutei comigo mesma: Abro a porta, espirro o spray e saio correndo. Para parecer natural instrui – Vou abrir a porta então, tudo bem? – Ah sim! Num acontecimento inédito aconteceu o imprevisto: Eu abri a porta, ele disparou um flash que ofuscou minha visão, eu lancei um espirro de spray de pimenta que caiu diretamente no olho dele, então os dois abaixaram até o chão para ambos recuperarem a visão. Eu consegui voltar em segundos e fiquei culpada ao ver que se tratava de um fotógrafo, portanto fui socorrê-lo, afinal tudo fora consequência do instinto medroso.
Peguei no pequeno banheiro um pano para passar nos olhos do rapaz e retirar o excesso de spray de pimenta, me desculpei tanto que fiquei mais envergonhada. Mas depois comecei a caracterizar o rapaz como: retardado, pois me aparece naquele horário inoportuno um homem dizendo que quer entrar e eu sozinha. Percebi que se passaram uns quatro a cinco minutos até que ouvisse uma palavra que não fosse: Ai! E ele disse – É assim que você recebe suas visitas sempre? – Não iria dar meu braço a torcer, então respondi: Não! Somente os inoportunos. Afinal o que você quer? – Ele simpaticamente e sem muito jeito respondeu: Sou um fotógrafo, como você pode perceber, estou fazendo um trabalho extra para um agencia de publicidade, que me enviaram aqui para fotografar a Britany, mas ela não quis e me indicou você. Fiquei estática, foi uma mistura de “Nossa! Que máximo”, e outra de “Tirar foto!”, mas depois de alguns segundos olhando pro nada consegui responde-lo: Bem, eu não sei. Acho que não nunca fiz isso. – ele revidou: Não se preocupe! Você só precisa dançar naturalmente e tudo ficará lindo. – Até parece... Lindo...Eu..., respondi – Claro que sim! Você é linda! Respondeu ele com um sorriso. A ideia me era interessantes, mas havia o orgulho “como que um menino que nem conheço vi me fotografar” e a vergonha natural, rapidamente ele se adiantou e me entregou uma carta de apresentação da agencia e vi que o valor era razoavelmente para se fazer uma comprinha, então sem pensar muito, agora, aceitei: Tudo bem, por este valor eu faço o ensaio! – Ele abaixou a cabeça deu uma risada silenciosa e levantou a cabeça e mirou os meus olhos dizendo: E por mim não...

23 de mai de 2012

Luto e Recomeço (parte III)


O que realmente é morte? Nestes últimos tempos tenho me questionado se foi apenas Asher que morreu, pois parece que além de faltar um pedaço em mim, falta também esperança e expectativa. Reorganizar as coisas não tem sido uma tarefa fácil, eu sempre me perco pelo meio das bagunças das recordações. Eu sinto todos os dias que plantei a essência do meu ser em Asher e foi enterrada junto a ele, nem mesmo realizar um coreografia tenho conseguido ultimamente e eu sei que em breve já não poderei suportar o peso do meu corpo.

As pessoas que estão por perto sabem apenas dizer lamentos educadamente etiquetados e eu sei que isto não era de Asher – ele sempre tão gentil e sedutor – e eu sei que Edwin está sofrendo intensamente. Então não me resta apoio.

Meus pais e os pais de Asher e o pai de Edwin tem tentado nos auxiliar, mas como eles podem tocar em um sentimento que prolonga-se no mais misterioso local do ser: a alma. Eu gostaria que eles entrassem e fizessem uma limpeza. Eu ainda estou a escolher o que seria mais conveniente: esquecer ou lembrar; mas acontece que quanto mais perto se está da lembrança mais você fica preso.

Eu me pego abraçada a mim mesma e com a camisa aromada; eu me pego comendo no quarto – o que detestava em Asher – eu me pego olhando o céu que desde então está nublado, mas eu não vejo seu rosto. Eu sinto sua falta e ela está crescendo cada dia mais.

A vida continuou para todos os que visitaram Asher naquele dia, mas para mim, Edwin e a família de Asher tudo estacionou; até tentei começar algo, mas tudo me levou a ele. Tudo se consumou; tudo acabou, mas meu coração ainda espera por algo e não sei o que; meu corpo parece estar preparando-se para um evento – eu sinto – mas não sei o que.

É no mínimo dramático e melancólico, mas eu me sentiria bem em ter ido com ele; mas não consigo realizar isso sozinha agora. Não há vida em mim, porém eu sinto brotar em mim uma pequena luz que parece crescer dia-a-dia. O nublado do dia  me revela o fim, mas a uma relutância de esperança inserida em mim: Mas quem colocou? O que é? Afinal eu sinto e sei que meu corpo está definhando, estou morrendo, não irei sobreviver. Edwin tem me visitado todos os dias, estou cansada em resistir à proposta de contar tudo o que está me acontecendo, mas a pior coisa é que eu sei apenas o que está acontecendo de ruim, o que seria um pedacinho de bom não reconheço – é muito pequeno.

Como uma alguém pode suportar isso; perda, confusão, preocupações, saudade, dor, pesadelos. Gostaria de saber a causa de tudo isso; na verdade gostaria de estar com o menino casual e magrelo, eu não me lembro de tudo que passei com ele, mas me recordo que escrevo tudo sobre minha vida, exceto desde a morte de Asher; talvez seja útil mergulhar nas intensas lembranças eternizadas por uma caneta comprada na banca de jornal e um caderno de liquidação. Talvez seja o momento de dar um salto do luto para o recomeço.

18 de mai de 2012

Luto e Recomeço (parte II)


Eu gostaria de me recordar de tudo que passei com Asher, hoje olho pela janela de meu apartamento: um dia nublado, uma xicara de café nas mãos e o aroma do café invadindo a mente, a cidade se movimentando; tudo isto me faz lembrar dos momentos em que este quarto foi onde todo o mundo perdia o sentido como agora. Eu sempre me senti fora de eixo e foi com ele que consegui me encontrar de alguma forma. E quem poderia dizer que um menino casual e aparentemente previsível poderia mudar os rumos de uma outra vida, quer por sinal: egocêntrica e egoísta.
A simplicidade de Asher fazia me ver como um demônio. Ele era imperfeito, isto é indiscutível, mas parecia que acertava mais do que errava. O seu sorriso embaraçoso que surgia todas as vezes que revelava um escândalo da minha parte. Ele me compreendia e me amou, mesmo com tudo aquilo que o mundo condenaria. A ternura e paciência de Asher era comovente e isto me intrigava, pois ele não era um ancião, mas um jovem como eu. Aos olhos do mundo ele foi um careta, mas eu que estive com ele todos os dias durante um tempo pude perceber algo sublime e divino em um ser humano tão frágil e pequeno.
Edwin está sofrendo tanto, não sei o que dizer a ele. Asher foi tão generoso que além de seu amor deu-me também seu melhor amigo. E Edwin Orson desde sempre esteve conosco, ele não fazia parte de nossa relação, mas ele nos completava. Sempre generoso e centrado, ele perdeu o chão quando perdeu seu amigo irmão.
Vejo Edwin andar pelo parque tentando correr novamente, como fazia com Asher, os turistas com suas câmeras o fazem recordar da fascinação que Asher tinha por imagem. Asher sempre encontrara beleza nesta fria cidade de concreto.
Encontro-me com Edwin todos os dias no café que nós três costumávamos ir sempre para dar risadas de nossas vidas fúteis e sem utilidade alguma. Pedíamos sempre o mesmo, um pedido nada nova-iorquino: um café com leite forte e bem doce. Hoje estamos nós dois aqui bebendo este café, empurrando-o todos os dias pela garganta em um silencio de saudade. Não consigo olhar nos olhos de Edwin, pois ele sempre começa a chorar – é como se ele enxergasse em mim um parte de Asher, mas mal sabe ele que enxergo nele o mesmo – tentamos eu e ele juntar o que temos de Asher para então montar um a lembrança que sirva de combustível para não deixar que a tristeza nos ofusque da lembrança.
Estou escutando bastante as musicas que Asher gostava, mas não consigo para de escutar a musica que ele dedicou a nós “Hello” de Beyoncé. Ele sempre lutando por nós, sempre disposto e presente, ele sempre pedia que eu prestasse atenção no trecho: “[...]Não voe muito longe por mim, você não precisa comprar uma chave de diamante, para abrir meu coração, você abriga minha alma, você é meu fogo quando estou fria, eu quero que você saiba [...]”.
  O que posso dizer diante de tanto amor e carinho e foi assim desde o inicio, eu tentei qualquer rebeldia, mas fiquei presa aos encantos do menino sem valor.

15 de mai de 2012

Luto e Recomeço




Sentar-se no banco em um anoitecer me faz lembrar dos momentos em que passei com ele. Alegre o sorriso em seu rosto escondia a morte, que nos consome desde o primeiro respirar. Eu olho atentamente aos casais que passam por aqui só para me recordar daquele corpo quente e magro; daquele moço tímido e tão sensual que me conquistou em uma tarde.
O que me mata não são as condições atuais do meu corpo, mas sim a ausência de Asher aqui. Porém eu posso senti-lo um pouco dentro de mim. As memórias vivas e pequenas aqui dentro de mim. Eu sinto a continuidade desta história.
Banco vazio e noite escura, mas as luzes contrastam o escuro e cativam para preencher o vazio. Deste modo, Asher, fazia comigo. Eu que sempre fui tão seca e vazia, em tão pouco tempo transbordei e descobri coisas a meu respeito.
Hoje percebo o valor da vida, a peculiaridade de ser, a singularidade de um humano. E observo pessoas que valorizam tanto as coisas, assim como eu fui. Mas com Asher eu aprendi a desejar o corpo, salvar a alma, viver em plenitude.
Homens perfeitos não existem, mas existem aqueles que fazem cocegas na perfeição, e Asher foi assim. Então me questiono como um menino magro e sem grandes dotes pode ter chegado tão perto de ser divino.
Quero que estas folhas ainda brancas e meu coração saibam quem foi Asher: um menino que tornou-se um grande homem, aplaudido por poucos outros homens. Ele morreu, o seu corpo não está aqui e não sinto seu espírito, mas a saudade me faz sempre recordar dos intensos momentos que passei com um adorador da vida.
Ele, Asher, é tão apaixonante que seria quase um ideal se não fosse conhecido apenas por mim, por sua família e por Edwin. E por falar no Edwin, ele tem me ajudado tanto, tenho encontrado nele um paralelo de Asher, mas a verdade é que juntos tentamos unir os fragmentos escondidos em mim e nele. Asher sempre fez estas coisas embaraçosas e complexas, e ainda nos perturba e não nos deixa descansar, tirar o sapato – ele sempre estava correndo para pegar o próximo metro para as baldeações da vida.
Nova Iorque realmente é uma cidade única e diversa, não há tanta diferença que vivam entre si como aqui. Mas vivemos todos juntos, inconscientemente a perca de um grande individuo, de hábitos particulares e conceitos universais e representações falhas. Ele não será eleito o Homem do Milênio, porém é eleito o homem da minha vida. Ao qual o luto não é tão ruim, pois sei que foi uma vida aproveitada até o ultimo segundo, eu conferi o ultimo segundo. Eu estava lá quando ele suspirou bem forte a ponto de seu peito elevar-se extremamente. Alguns decidem viver outros apenas vivem por acaso.